Intensificação de pastagem melhora a produção

A intensificação de pastagem é a integração de várias técnicas utilizadas e melhoradas dentro das propriedades rurais, que permite uma maior produção e um maior aproveitamento de todos os recursos, melhorando o sistema de produção da pecuária.

Com o aumento da população mundial e consequentemente o maior consumo de alimentos, uma das opções para a produção é a intensificação da propriedade. Na produção de carne e de leite o proprietário tem bastante opções para conseguir alavancar sua produção e conseguir uma maior rentabilidade, isto sem aumentar sua área de produção. Hoje, dentro das propriedades rurais, o que faz a diferença entre ter rentabilidade ou não são os detalhes, todo o cuidado do proprietário com a sanidade, genética, nutrição animal, pastagem, planejamento e estratégias são alguns exemplos dos “alicerces” que necessita uma propriedade para conseguir o sucesso ou chegar em seu objetivo. A intensificação de pastagem é uma ótima opção para as propriedades rurais, pois possibilita aumentar a produção e utilizar todos os recursos da propriedade com mais eficiência.

Podemos intensificar a produção de uma pastagem de várias maneiras, como realizar um manejo adequado de acordo com cada espécie e variedade, adubação e correção de solo, divisão das áreas, irrigação, controle de pragas e plantas daninhas, além da implantação de cultivares mais produtivas, como por exemplo o Megathyrsus maximuscv. MG12 Paredão. Utilizando melhor os recursos naturais e realizando um planejamento financeiro, o produtor pode conseguir uma maior lucratividade.

O manejo é uma grande ferramenta da intensificação de pastagens e da propriedade também. Não adianta nada o produtor realizar todas as correções de solo e adubação, escolher a melhor semente forrageira, preparar o solo perfeitamente e escolher a melhor cultivar para sua área, se ele não realiza a “colheita” da pastagem e transforma em carne ou leite. No Brasil temos por volta de 120 milhões de hectares de pastagens cultivadas e 80 milhões de hectares de pastagens nativas, e a quantidade de pastagens degradadas ou que estão em processos de degradação são grandes, basta uma viagem pelas rodovias e estradas do Brasil para perceber a situação, isto significa que existe ainda um potencial gigante de produção de forragem, que pode mudar a realidade de uma propriedade e do cenário da pecuária brasileira. Portanto o manejo é ponto crucial para o aumento da produtividade da pecuária, e para “colher” esta pastagem o produtor deve realizar o manejo utilizando a altura do pasto, ou seja, entrada dos animais quando a forragem atingir uma certa altura (sempre indicado por um técnico especializado) e a saída desses animais do piquete da mesma forma. Desta forma possibilita o produtor colocar seus animais no ponto de equilíbrio entre produção e qualidade nutricional. As

cultivares de pastagens não seguem o “calendário humano”, elas crescem de acordo com o ambiente e o clima da região, desta maneira o manejo utilizando dias de descanso é mais complicado de realizar, pois dependendo das condições climáticas e do ambiente a forragem crescem em tempos diferentes, a probabilidade de errar é muito grande, tanto na perda da produção como também na falta dela.

Estima-se que nos próximos anos as áreas de pastagens vão sofrer uma redução, porém ao mesmo tempo o rebanho bovino deverá aumentar devido o cenário de aumento da população. E a possibilidade de transformar áreas de pecuária em agricultura vem aumento cada ano que passa, devido ao sistema de integração Lavoura Pecuária (ILP) e Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), onde a utilização da palhada no sistema auxiliou a produção de grãos com alta rentabilidade e com sustentabilidade, principalmente do solo. É possível diminuir as áreas de pastagens e aumentar a produção de arroba por hectare (@/ha) ou a produção de leite, aumentando a lotação por área e consequentemente intensificando as pastagens.

Com a intensificação da pastagem um dos índices zootécnicos que conseguimos mudar é a taxa de lotação e a pressão de pastejo sobre área de pastagem, desta maneira podemos colocar uma maior quantidade de animais na mesma área de produção. A quantidade de animais que o produtor consegue aumentar intensificando uma pastagem vai depender de alguns fatores importantes, como a cultivar utilizada, suplementação, divisão dos piquetes, peso dos animais, raça dos animais, genética, manejo de pastagem, adubação, etc.

O produtor pode melhorar muitos aspectos de sua propriedade intensificando o uso de uma pastagem, e a sustentabilidade da atividade é um dos pontos que está em alta hoje e futuramente pode ser um ponto “chave” para a comercialização para o mercado externo e interno também, pois a rastreabilidade e métodos de produção está cada vez mais em análise e monitoramento pelos consumidores. A pastagem quando utilizada da forma correta é uma grande ferramenta para o produtor, pois ajuda na estruturação do solo, ciclagem de nutrientes, cobertura do solo para evitar erosões e lixiviações, e o aumento da produtividade e o melhor aproveitamento desta produção permite que o produtor não necessite aumente suas áreas de pastagens.

Uma das maneiras de intensificar pastagem é implantar cultivares mais produtivas na propriedade, e para isso o produtor necessita reformar sua área. Depois de escolher a melhor opção de forragem para a sua área, outra escolha importante é a qualidade e tecnologia da semente forrageira, hoje no mercado encontramos diversos tipos de sementes e inúmeras qualidades, e esta escolha faz toda diferença para o produtor conseguir um estabelecimento rápido e homogêneo, não existe uma tecnologia especifica para o manejo intensivo, cada propriedade deve escolher com a ajuda de um técnico especializado qual tecnologia é a melhor escolha, dependendo do tipo de equipamento que o produtor tem em sua propriedade, qual sistema ele vai implantar, do tipo de solo, entre outros.

O clima é um assunto de alta relevância nos dias atuais, a emissão do carbono e o efeito estufas são pontos chaves para o aquecimento global. Um dos pontos que faz parte da estratégia do Brasil para a redução do efeito estufa está relacionada as pastagens brasileiras. A adoção de práticas de manejos mais sustentáveis permite que os planos da agricultura de baixo carbono (ABC) sejam realizados, utilizando tecnologias e práticas de manejo para recuperar pastagens degradadas, utilizar sistemas como Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) nas propriedades, possibilitando mais alternativas para o produtor e a utilização do plantio direto na palha de forrageiras auxilia na mitigação do plano ABC. O manejo intensivo permite que pastagens degradadas se tornem mais produtivas, e consequentemente abre espaço para os produtores melhorarem além da sua produção ou ambiente que se encontra e o solo que fornece todos os requisitos para uma ótima “colheita”.

Engenheiro agrônomo da Matsuda, André TadaoTsuhako.

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