Como chegar bem na seca

No período de transição entre águas e seca acontecem variações nos níveis de nutrientes das pastagens, durante a safra da pecuária tropical temos dois períodos climáticos bem definidos: águas e seca.

No período de transição entre águas e seca acontecem variações nos níveis de nutrientes das pastagens, durante a safra da pecuária tropical temos dois períodos climáticos bem definidos: águas e seca.

Nas águas temos bons volumes de chuvas, dias com maior luminosidade e temperaturas mais elevadas, condições ideais para o crescimento das forragens tropicais, “portanto temos pastos em maior abundância e de melhor qualidade”, disse Daniel Bessert, médico veterinário e coordenador técnico do Departamento de Nutrição Animal da Matsuda Bahia.

“No período seco, que em grande parte do Brasil se relaciona com o inverno, temos um menor volume de chuvas, diminuição da luminosidade e temperaturas mais baixas, e por esses motivos uma menor produção de forragem, um aumento do teor de fibras indigestíveis e a diminuição do valor nutricional das pastagens”.

De acordo com Bessert, essas mudanças das condições climáticas não acontecem de forma abrupta, este período que antecede a seca é o “Período de Transição Águas-Seca”, e é aí que há uma mudança no padrão climático, e as pastagens passam a apresentar uma diminuição gradual da sua produção, do seu valor nutricional e um aumento no teor de fibras indigestíveis.

Portanto, para que o produtor rural alcance bons índices produtivos, relacionados ao desempenho dos animais é necessário compreender a fisiologia e a exigência da categoria animal na qual se está trabalhando, pois, cada categoria animal e nível de produção tem uma exigência específica. Depois disso, entender a dinâmica do clima regional e como funciona a fisiologia das forragens, só então é possível entender como ocorrem as variações de seus nutrientes e assim definir o período das águas, o período de transição e a seca.

" Depois disso é possível adotar estratégias nutricionais para cada período de forma especifica, e assim manter um bom desempenho dos animais durante todo o ano”.

Conforme o período seco se aproxima, a digestibilidade das pastagens diminui de forma gradual, essa diminuição acarreta em uma menor ingestão de matéria seca e consequentemente diminuição dos níveis de produção. “Portanto o maior desafio de quem trabalha com pecuária a pasto é aumentar a digestibilidade da dieta para ampliar a ingestão de matéria seca, os maiores aliados são os micro-organismos ruminais, responsáveis pela degradação da fibra no rúmen. Quando adotamos uma estratégia específica para o período de transição, por exemplo, estamos melhorando a eficiência dos micro-organismos ruminais e aumentando a digestibilidade da dieta e consequentemente o desempenho animal”.

O Grupo Matsuda tem uma linha completa de produtos com fontes de proteína e energia para o período de transição que atende as categorias de cria, recria e engorda, e a complementação da dieta com esta suplementação específica visa fornecer nutrientes para que os micro-organismos ruminais possam efetuar o seu trabalho.

Para Bessert, é preciso ficar atento sobre quais fontes estão sendo utilizadas, quando se pensa em proteína, além da utilização de fontes de nitrogênio não proteico (NNP), como a ureia, deve-se utilizar fontes de proteína verdadeira pois essas irão fornecer aminoácidos essenciais para a microbiota ruminal, quanto as fontes energéticas, é preciso ter cuidado com a inclusão de óleos na dieta, pois estes impedem a adesão dos micro-organismos ruminais na fibra da forragem e desta forma prejudicam o seu processo de degradação. Outro fator é o nível de amido, que pode acarretar em uma alteração do PH ruminal e assim um desequilíbrio entre os micro-organismos.

“Portanto os resultados que conseguimos alcançar quando seguimos todas essas orientações e adotamos a estratégia específica é um aumento significativo dos níveis zootécnicos das propriedades, representados com maior taxa de natalidade, mais quilos de bezerros desmamados por vaca/ano e mais abates de animais com até 30 meses”, finaliza Daniel Bessert.


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